Arquivo do blog

Mostrando postagens com marcador #odontologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #odontologia. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de maio de 2017

Artigo sobre Bruxismo

Bruxismo: Uma revisão da literatura.

Emanoel Gama - Graduando em Odontologia (Faculdades São José).
Aurimar de Oliveira Andrade - Prof. de Endodontia e Trabalho de Conclusão de Curso – Faculdades São José.
Riva Marques Campos - Profa. de Clínica Integrada I e Clínica Integrada III – Faculdades São José


INTRODUÇÃO
O termo bruxismo vem do grego “bruchein” e significa apertamento, fricção ou atrito dos dentes. Em
1907, foi utilizado o termo “Bruxomania”, na literatura odontológica e em 1931, foi substituído por “Bruxismo”(
SILVA & CANTISANO – 2009). Pode ser definido como uma atividade involuntária e hábito parafuncional,
sendo caracterizado pelo ato de ranger ou apertar os dentes, tendo manifestação no período
diurno (bruxismo cêntrico) ou noturno (bruxismo excêntrico) (GONÇALVES & TOLEDO – 2010). O bruxismo
é considerado a atividade parafuncional mais danosa, que pode ocorrer de forma consciente, quando
se mordem lápis, caneta, cachimbo, lábios, bochechas ou dedos, ou inconscientemente. O ato de ranger os
dentes ocorre frequentemente durante o sono, apresenta-se em contrações musculares rítmicas com uma
força maior do que a natural, provocando atritos e ruídos fortes ao ranger os dentes, e que não podem ser
reproduzidos nos períodos de consciência (GONÇALVES & TOLEDO – 2010), além de fatores como preocupação,
problemas emocionais, agressão reprimida, raiva, medo, estresse e excitação, são acompanhados
por ruídos notáveis (DINIZ & SILVA – 2009). O bruxismo é um fenômeno que vem se tornando cada vez
mais freqüente dentro do consultório odontológico e durante muito tempo foi considerado como uma
manifestação oral normal, de implicações estritamente locais. Diversos estudos se justificam pela vasta prevalência
de pacientes, como crianças e adultos de ambos os sexos e vários fatores etiológicos predispõem
uma pessoa ao desenvolvimento do bruxismo, através de fatores psicológicos, ansiedade, estresse e situações
emocionais (DINIZ & SILVA – 2009 ; GIMENES – 2008).
Na clínica odontológica, é comum observar desgaste ex¬cessivo nas faces oclusais e incisais das
superfícies dentárias, principalmente na dentição decídua. Durante a infância, o bruxismo é
mais severo nas crianças em idade pré-escolar devido às características estruturais e funcionais
dos dentes decíduos, embora também apareça em crianças maiores e na dentição permanente
(DINIZ & SILVA – 2009) e o tratamento para este fenômeno é ainda discutível, sendo de responsabilidade
do cirurgião dentista proceder a um bom exame clínico, identificar e diagnosticar
os sinais e sintomas de forma precoce, para que não haja danos oclusais.O objetivo deste trabalho foi realizar uma revisão da literatura, de modo a guiar o cirurgião dentista à importância
da identificação e diagnóstico precoce do bruxismo, possibilitando um tratamento menos invasivo
e multidisciplinar, acrescido de uma terapia de controle que impedirá um conseqüente desgaste oclusal.
REVISÃO DE LITERATURA
Classificação do Bruxismo
Os aspectos clínicos do problema e possibilidades de tratamento para os pacientes portadores de bruxismo
são tratados de forma abrangente. Outros nomes têm sido usados para descrever este quadro e dentre eles,
neuralgia traumática, bruxomania, friccionar/ranger de dentes, briquismo, apertamento e parafunção oral
(MACEDO – 2008). Como é considerada uma atividade parafuncional mais danosa e destrutiva das cristas
oclusais, é definindo como uma forma involuntária e inconsciente, caracterizada pelo ato de ranger, apertamento
maxilo-mandibular ou movimento de deslizamento dos dentes, tendo manifestação no período
diurno, chamado bruxismo cêntrico e durante o sono, bruxismo excêntrico.
O bruxismo do sono se diferencia do bruxismo diurno por envolver distintos estados de consciência, isto
é, sono e vigília, e diferentes estados fisiológicos com diferentes influências na excitabilidade oral motora.
Assim, o bruxismo diurno é caracterizado por uma atividade semi-voluntária da mandíbula, de apertar os
dentes enquanto o indivíduo se encontra acordado, onde geralmente não ocorre o ranger de dentes, e está
relacionado a um tique ou hábito vicioso, como por exemplos, contatos entre dente e corpo estranho, podem
citar o ato de morder lápis, caneta, cachimbo, ou entre dentes, membrana e mucosa, o ato de morder
o lábio, língua, bochechas e chupar dedos, sendo caracterizado como bruxismo cêntrico (GIMENES – 2008;
MACEDO – 2008). O bruxismo excêntrico, ou do sono é uma atividade inconsciente de ranger ou apertamento
e deslizamento dos dentes nas posições protrusivas e latero-protrusivas, com produção de sons, enquanto
o indivíduo encontra-se dormindo. O bruxismo do sono, também é chamado de bruxismo noturno,
mas o termo mais apropriado é bruxismo do sono, pois o ranger de dentes pode também se desenvolver
durante o sono diurno (MACEDO – 2008).
Na classificação Internacional de desordens do sono, está parafunção pode ser encontrada na forma leve,
moderada e severa, quando ocorrem danos oclusais e das estruturas do sistema estomatognático. Existe
uma subdivisão (primária), onde não há causa médica evidente. Por outro lado, a secundária é uma corrente
de transtornos clínicos, neurológicos ou psiquiátricos relacionados a fatores iatrogênicos (uso ou retirada
de substância ou medicamento) ou a outros transtornos do sono. Paralelamente, pode ser classificado
em crônica, onde há uma adequação biológica e funcional do organismo e aguda, quando por alguma
razão o processo se torna agressivo e ultrapassa a capacidade biológica de adaptação e defesa do sistema,
originando os sinais clínicos ( SILVA & CANTISANO – 2009).
Algumas pesquisas mostram a prevalência de pacientes, como crianças e adultos de ambos os sexos e
vários fatores etiológicos, que predispõem uma pessoa ao desenvolvimento do bruxismo, através de fatores
locais, hereditários, psicológicos, ansiedade, estresse e situações emocionais (DINIZ – 2009 ; GIMENES –
2008). Alguns dos sinais e sintomas que podem ser apresentados pelos pacientes seriam caracterizados
pela hipertrofia muscular, presença de desgaste nas bordas incisais, nos dentes anteriores, facetas dentais
polidas, incremento da linha alba, na mucosa jugal, endentações no bordo lateral da língua, dor na musculatura
facial, entre outros (GIMENES – 2008).
Prevalência e Etiologia
Diversos estudos se justificam pela vasta prevalência de pacientes, como crianças e adultos de ambos os
sexos e vários fatores etiológicos predispõem uma pessoa ao desenvolvimento do bruxismo. Através de
fatores locais, sistêmicos, hereditários, ocupacionais, psicológicos, ansiedade, e situações emocionais, estando
fortemente correlacionada a eventos de estresse experimentados pelos indivíduos (DINIZ – 2009 ;
GIMENES – 2008). Alguns estudos sobre a etiologia do bruxismo ainda são inconclusivos. Os pesquisadores têm sugerido que fatores locais, como a maloclusão, estão perdendo a importância, enquanto os fatores
cognitivos comportamentais como o estresse, ansiedade e traços da personalidade estão ganhando mais atenção.
O foco atual está voltado para o fato de que o bruxismo faz parte de uma reação de despertar. Essa
atividade parafuncional, parece ser modulada por vários neurotransmissores do Sistema Nervoso Central,
mas não se pode afirmar que tenha regulação apenas central. Dessa forma, o bruxismo pode ser associado
às disfunções crânio mandibulares, incluindo dor de cabeça, Disfunção Têmporo Mandibular (DTM), dor
muscular, perda precoce de dentes devido à atrição excessiva e mobilidade, além da interrupção do sono
do indivíduo e de seu companheiro de quarto (GONÇALVES & TOLEDO – 2010). Alguns estudos têm
mostrado a estreita relação entre o bruxismo e algumas patologias, como as desordens respiratórias e a
Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono. Paralelamente, hábitos bucais como sucção de dedo, onicofagia,
morder objetos, entre outros, podem ser comuns e ocorrer de forma transitória. Entretanto, quando esses
excedem a tolerância fisiológica, o sistema pode entrar em colapso e prejudicar a saúde dos indivíduos
(GONÇALVES & TOLEDO – 2010 ; DINIZ & SILVA – 2009).
Fatores locais
Dentre os fatores locais, pode-se observar maloclusões, traumatismo oclusal, contato prematuro, reabsorção
radicu¬lar, presença de cálculo dental, cistos dentígeros, dentes per¬didos, excesso de material
restaurador e tensão muscular. No entanto, alguns autores observaram que a presença de maloclusão não
aumenta a probabilidade de a criança de¬senvolver bruxismo. Existem evidências de que o bruxismo em
crianças pequenas, pode ser conseqüência da imaturidade do sistema mastigatório neuromuscular. Outros
autores associam a presença de bruxismo ao tempo de aleitamento materno e observam que quanto mais
prolongado o aleitamento materno, menor a ocorrência de hábitos orais nocivos, como o bruxismo (DINIZ
& SILVA – 2009).
A criança pode desenvolver bruxismo após a erupção dos incisivos centrais decíduos, ocasionando dilacerações
gengivais nos casos em que o antagonista ainda não erupcionou. O bruxismo infantil pode ser caracterizado
pela presença de desgastes da superfície dentária, desconfortos musculares e articulares, atuando
como coadjuvante na pro¬gressão da doença periodontal destrutiva e contribuindo para o desenvolvimento
de falsa Classe III, além de acelerar a rizólise de dentes decíduos e provocar alterações na cronologia
de erupção dos dentes permanentes. Descreve-se, também, a possibilidade de o bruxismo favorecer o
apinhamento dental (GONÇALVES & TOLEDO – 2010 ; DINIZ & SILVA – 2009).
Os efeitos do bruxismo no periodonto são visualizados por intermédio de agravamento da doença periodontal,
perda de inserção acelerada e perdas ósseas verticais ou anguladas, nas regiões de maior trauma.
Em presença de saúde periodontal, recessões generalizadas, reabsorção da crista óssea alveolar horizontal,
espessamento da lâmina dura, podendo gerar hipercementose e cementomas visualizados através de radiografias.
Adicionalmente, os traumas dentais são responsáveis por fraturas dentais, principalmente se desvitalizados,
por serem mais friáveis. Podem também causar extrusão dental por inflamação do ligamento
periodontal. O dente extruído, por sua vez sofrerá ainda mais trauma, levando à mobilidade e agravamento
da condição. Como o bruxismo pode ser caracterizado apenas pelo apertamento, nem sempre o desgaste
dentário é evidente. É possível que o paciente apresente mobilidade de elementos isolados como únicos
sinais do bruxismo ou somente espessamento da lâmina dura e histórico de fratura recorrente de restaurações
(PRIMO et al. – 2009).
Fatores Sistêmicos
As condições sistêmicas como as alteração do trato digestivo, deficiências nutricionais e vitamínicas, alergias,
parasitoses intestinais, distúrbios otorrinolaringoló¬gicos, desequilíbrio endócrinas, Síndrome de Down e
deficiência mental, podem estar relacionados ao desenvolvimento do hábito (SILVA & CANTISANO – 2009
; GONÇALVES & TOLEDO – 2010 ; DINIZ & SILVA – 2009). Os pesquisadores observaram uma associação
positiva entre problemas respiratórios durante o sono, como a obstrução das vias aéreas devido à hiperplasia
tonsilar, e a presença de bruxismo em crianças. Os autores relataram que, após a cirurgia de adenóides e
tonsilas, as crianças apresentaram uma melhora significativa no quadro de bruxismo (SILVA & CANTISANO
– 2009 ; DINIZ & SILVA – 2009).
As funções orgânicas são controladas, principalmente, pelo sistema nervoso central (SNC), através de
atividades voluntárias e involuntárias. As atividades involuntárias são controladas pelo Sistema Nervoso
Autônomo (SNA), subdividido em simpático e parassimpático. O sistema simpático sobressai-se em situações
de estresse e o parassimpático, por sua vez, em situações de repouso. No período de sono ocorre um
predomínio da atividade parassimpática. Porém, no início do sono REM (rápido movimentodos olhos) que
ocorre de 6 a 8 vezes durante o sono, há uma redução da atividade parassimpática e um aumento da atividade
simpática, denominada de micro despertar. Este corresponde a despertares curtos com duração de 3
a 15 segundos, que aumentam a atividade alfa e delta cerebral demonstrada por meio de eletro encefalograma
que, possivelmente, sejam controlados por vários neurotransmissores do SNC, principalmente pelo
sistema dopaminérgico. A dopamina pode causar o aumento dos batimentos cardíacos, náuseas, aumento
do tônus dos músculos supra-hióideos e início da atividade muscular mastigatória rítmica do masseter e,
conseqüentemente, o ranger de dentes. Também vaso constrição, assim se houver a contração anormal dos
músculos a falta de vascularização causará a dor (PRIMO et al. – 2009).
Fatores Psicológicos
As fortes tensões emocionais, problemas familiares, crises exis¬tenciais, estado de ansiedade, depressão,
medo e hostilidade, crianças em fase de auto-afirmação, provas escolares ou mesmo a prática de esportes
competitivos e campeonatos podem atuar como fatores de origem psicológica (GONÇALVES & TOLEDO
– 20100).
Fatores Emocionais
A ansiedade tem sido o fator emocional mais estudado em crianças e o bruxismo é considerada uma resposta
de escape, uma vez que a cavidade bucal possui um forte potencial afetivo, além de ser um local
privilegiado para a expressão de impulsos reprimidos, emoções e conflitos. Dessa forma, algumas crianças
por não conseguirem satisfazer seus anseios, desejos e necessidades, acabam por ranger ou apertar os dentes
para compensar tais problemas ou como uma forma de auto-agressão (DINIZ & SILVA – 2009 ; ZENARI
& BITAR - 2010). As variações na personalidade da criança muitas vezes são responsáveis pelo desenvolvimento
deste hábito (DINIZ & SILVA – 2009). Em adultos, estudos realizados apontaram o estresse como o
principal causador do problema, assim como ações emocionais, agressão reprimida, ansiedade, raiva, medo
e diversos tipos de frustrações, depressão, distúrbios do sono, falta de higiene do sono, uso de psicofármacos
ou estado de dor (crônica em especial) (GIMENES – 2008). O consumo de bebidas xânticas (café, chá,
chocolate, refrigerante tipo coca cola), anfetaminas, álcool e tabaco podem estar envolvidos, uma vez que,
estimulando o sistema nervoso central, aumentam ansiedade e estresse (SILVA & CANTISANO – 2009).
Fatores Hereditários
Com relação aos fatores hereditários, um estudo sobre pre¬disposição genética confirmou que pais que
possuíam o hábito na infância freqüentemente apresentam filhos que apertam ou rangem os dentes,o que
sugere uma predisposição hereditária, embora o modo de transmissão ainda seja desconhecido (DINIZ &
SILVA – 2009).
Fatores Ocupacionais
Os fatores ocupacionais estão relacionados com atividades físicas, profissionais e mentais, alguns
relacio¬nados ao comportamento e condições físicas (por exemplo, mioespasmo muscular, enurese noturna,
cólica, excessiva salivação noturna e conversar dormindo) apresentaram dife¬rença significativa entre
pacientes com e sem o hábito (SILVA & CANTISANO – 2009).
SINAIS E SINTOMAS
O bruxismo é uma doença de características multiplofatoriais e com desgaste oclusais severo, devendo
o clínico estar atendo aos diversos sinais e sintomas para um correto diagnóstico. Alguns dos sinais que
podem ser apresentados pelos pacientes, seriam caracterizados pela hipertrofia muscular e a presença de desgaste nas bordas incisais nos dentes anteriores. Este é o alerta primário para a presença do dano, entre
outros existem facetas dentais polidas, incremento da linha alba, na mucosa jugal, edentações no bordo
lateral da língua. Além disso, o desconforto de familiares também pode ser um alerta para o problema, no
momento em que identificam ruídos durante o sono do paciente, decorrente da atrição Isto, muitas vezes
não é percebido pelo portador (GIMENES – 2008 ; DEKON & PELLIZZER – 2003). Ainda em relação aos
sinais, no elemento dental, o que se observa, além da presença de facetas, é a formação de trincas, erosão
cervical, fraturas coronárias ou de restaurações. Em relação aos sintomas, nem sempre a dor está associada
à queixa principal. Entretanto, há sintomatologia em que a dor encontra-se acompanhada e pode se
manifestar em diversas estruturas do Sistema estomatognático, como músculos, Articulação Têmporo Mandibular
ou até nos próprios dentes. Quando isso ocorre, o paciente procura precocemente o tratamento,
antes que resulte em grandes danos para a estrutura dentária. Conseqüentemente, quando ocorre uma
adaptação fisiológica dessas estruturas, o maior prejudicado é o próprio dente, que vai perdendo estrutura
(esmalte e dentina) de maneira gradativa, e apresenta destruição das estruturas periodontais, representada
pela perda óssea, resultando em mobilidade, pericementite e até abscesso periodontal, podendo em alguns
casos evoluir para um comprometimento da polpa, resultando em pulpite ou necrose pulpar, tudo isso, associado
à dor ou desconforto, e, em estágios avançados, perda do elemento dental (DINIZ & SILVA – 2009
; DEKON & PELLIZZER – 2003).
POSSIBILIDADES DE TRATAMENTOS
O tratamento para este fenômeno parafuncional é ainda discutível, sendo de responsabilidade do cirurgião
dentista proceder a um bom exame clínico e intervir para que não haja danos severos oclusais, uns dos
grandes problemas nos casos de pacientes “bruxômanos” que são informados e conscientizados do seu
estado, quando o quadro clínico já tomou proporções avançadas. Este tratamento consiste em um trabalho
multidisciplinar que abrange a odontologia, a medicina e a psicologia. A odontologia normalmente atua
em procedimentos restauradores, tratamento ortodôntico e placa miorelaxante. Em algumas situações,
pode haver a necessidade de um tratamento sistêmico com uso de medicação parafuncional e tratamento
médico, além de aconselhamento psicológico (GONÇALVES & TOLEDO – 2010 ; DINIZ & SILVA – 2009).
Tratamentos Odontológicos
No tratamento odontológico para o bruxismo, a principal intervenção clínica deve ser voltada para a proteção
do dente, reduzindo o ranger, aliviando dores faciais e temporais e promovendo melhorias na qualidade
do sono, incluído ajuste oclusal e restauração da superfície dentária, devido à severidade do desgaste.
Quando iniciado o tratamento com o uso da placa de mordida, essa placa oclusal é um dispositivo interoclusal
removível, que abrange todos os dentes de um dos arcos, geralmente o superior, que se ajusta nas
incisais e oclusais dos dentes, criando contato oclusal prévio com os dentes do arco oposto. É também conhecido
como protetor noturno, aparelho interoclusal ou até mesmo aparelho ortopédico. Este dispositivo é
comumente usado nos hábitos parafuncionais como o bruxismo e as DTMs. A sua função é a obtenção de
um diagnóstico diferencial, para problemas de atividade muscular anormal, para o alívio da dor nas fases
agudas nos casos de hábitos parafuncionais e como proteção para os dentes do atrito de cargas traumáticas
nos casos de bruxismo. É portanto, um aparelho não invasivo, de efeito reversível, o que é sempre desejável
em casos de problemas com origens complexas (GIMENES – 2008 ; OLIVEIRA & CARMO – 2000). Os
principais requisitos para inserir uma placa interoclusal, em criança é que ela seja bem ajustada e estável. Ela
deve assentar totalmente sem inclinação ou báscula produzida quando os dentes opostos se contatam com
ela, visa a reduzir a atividade parafun¬cional, desprogramar e induzir ao relaxamento muscular, obter uma
proteção dos dentes contra a atrição e desgaste, balanceio dos contatos oclusais, bem como reposicionar a
mandíbula, colocando-a em uma relação normal com a maxila para alcançar um equilíbrio neuromuscular,
a placa de mordida tem como vantagem não interferir no processo de crescimento das arcadas dentárias
infantis ou alterar as suas características físicas, além de ser um tratamento reversível, de boa aceitação
pelas crianças e eficaz, tem a finalidade reduzir a atividade muscular, proporcionando maior conforto ao
paciente. O material de escolha para a confecção da placa deve ser à base de silicone, com espes¬sura de
aproximadamente três milímetros, estendendo-se da região vestibular à lingual, com superfície plana, o suficiente para prevenir a perfuração e aumentar a resistência ao impacto (SILVA & CANTISANO – 2009 ;
DINIZ – 2009 ; OLIVEIRA & CARMO – 2000).
Considerando ainda o tratamento dentário,deve-se ava¬liar a necessidade de ajustar a oclusão do paciente
e restaurar as superfícies dentárias e contornos com materiais adequados e indicados para cada caso.
Levando à necessidade de reconstrução oclusal. Para tal procedimento, é preciso analisar bem o antagonista
antes da escolha do material restaurador, devido à diferença da resistência. Ao desgaste por abrasão
entre os materiais empregados, para que não ocorra o insucesso do tratamento. Em alguns pacientes, o
tratamento ortodôntico se faz necessário (DINIZ – 2009 ; PRIMO et al. – 2009).
Tratamento Farmacológico
O profissional pode fazer uso de vários medicamentos, muitas vezes, apenas paliativos no tratamento do
bruxismo. Em ocorrência de dor, são prescritos analgésicos, anti-inflamatórios, miorelaxantes e também
são utilizados fármacos para casos agudos e graves do tipo benzodiazepínicos, anticonvulsivantes, betas
bloqueadores, agentes dopaminérgicos, antidepressivos, e relaxantes musculares são os mais usados, estes
quando fatores emocionais estiverem envolvidos. Porém, não há nenhuma droga de primeira eleição, os
fármacos são utilizados por um período curto de tempo, contudo esse tipo de tratamento não é seguro,
pois pode levar a dependência química e recidiva àapós suspensão (SILVA & CANTISANO – 2009 ; MACEDO
– 2008 ; PRIMO et al. – 2009).
TratamentoPsicológico
A teoria psicológica apontava o estresse e a ansiedade como fatores iniciadores ou perpetuadores do bruxismo.
As pesquisas atuais têm mostrado que fatores psicológicos não são os principais fatores, mas apenas
os agravamentos ou perpetuadores. Um estudo de variabilidade em pacientes com bruxismo para identificar
a correlação entre o distúrbio e a ansiedade. O que foi verificado é que, em 48% dos casos de bruxismo
estudados, a ansiedade tinha relação com o distúrbio (GIMENES – 2008). O tratamento psicológico
consiste emdiminuir e controlar o estresse psicológico do paciente, através de técnicas de relaxamento e
terapia comportamental baseada na higiene do sono, que tem por finalidade a correção de hábitos pessoais
e fatores ambientais que interferem na qualidade do sono, contudo nenhum desses tratamentos é baseado
em fortes evidências.
Tratamento Fisioterápico
A fisioterapia tem uma importância substancial no tratamento das disfunções temporomandibulares e do
bruxismo. As diversas técnicas de terapia manual e modalidades de eletroterapia são fortes aliados capazes
de restabelecer as funções normais do aparelho mastigatório e eliminar os sintomas. A hiperatividade
dos músculos mastigatórios nos “bruxômanos” ocasiona freqüentes isquemias musculares que levam a
desperdícios metabólicos e, conseqüentemente, à fadiga e dor muscular. A termoterapia usa calor como
mecanismo principal, provocando vaso dilatação, o que facilita a oxigenação das áreas afetadas, reduz os
sintomas musculares e efeito sedativo sobre os nervos motores. Terapias de relaxamento podem resultar
na eliminação dos resultantes metabólicos que sensibilizam os nociceptores e, em decorrência disto, ocorre
uma diminuição da dor. O TEES (estimulação eletroneuraltranscutânea) gera impulsos elétricos rítimicos
criando contrações involuntárias repetidas e relaxamento. Dessa forma, os espasmos vão sendo eliminados
e a circulação nos músculos afetados é aumentada. A acumpuntura já tem sua efetividade comprovada
por sua ação analgésica local (somatostatina) e central (encefalinas, dinorfinas, endorfinas); ação antiinflamatória
(cortisol); ação ansiolítica, e melhora da defesa imunológica. Dessa maneira, a Fisioterapia
constitui-se em um importante aliado na restauração normal do aparelho estomatognático, reversão de
quadros dolorosos e contribui para homeostase orgânica dos bruxômanos. Cabe ao cirurgião-dentista e ao
fisioterapeuta escolherem a terapêutica mais adequada para cada situação.
Tratamento Médico
Os profissionais da área neurológica têm grande responsabilidade no atendimento clinico, onde além dos
relaxantes musculares, analgésicos e anti-inflamatórios, têm sido utilizados medicamentos para o controleou tratamento do bruxismo. Atualmente, o que ainda é mais seguro fazer é apenas a prescrição sintomática
do bruxismo, já que uma infinidade de drogas (benzodiazepínicos, antidepressivos, catecolaminas, toxina
botulínica dentre outras) tem sido pesquisada sem sucesso, contudo, há um consenso sobre a melhor
indicação e protocolo de prescrição. Após o sistema dopaminérgico e a neurotransmissão central serem
apontados como moduladores dos episódios de bruxismo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O bruxismo vem se tornando cada vez mais freqüente em pacientes que procuram os consultórios odontológicos.
Desta forma, compete ao cirurgião dentista estar preparado a realizar um bom diagnóstico de
sinais e sintomas, com aspectos da identificação do problema, informando ao paciente da severidade do
caso que o acomete. Sabe-se também que, quanto maior a conscientização do paciente sobre o hábito,
melhor o prognóstico e mais motivado estará para o tratamento. Sendo assim, torna-se necessário que
o profissional esclareça ao “bruxômano”, quanto à relação entre o hábito parafuncional e os fatores desencadeantes,
dando-lhe orientações cabíveis e as possibilidades de tratamento. O profissional deve realizar
procedimentos odontológicos para preservação das estruturas dentárias, como uso de placa na terapia
oclusal, proporcionando condições de equilíbrio oclusal e/ ou mandibular, importante para proteção dos
elementos dentários, relaxamento dos músculos hipertrofiados, prevenindo também sobrecarga para a articulação
Têmporo Mandibular. Pode-se concluir que, independente dos fatores envolvidos na etiologia do
bruxismo, a terapia oclusal pode sempre ser indicada, pois promove conforto funcional e previne maiores
danos aos componentes do sistema mastigatório, evidenciando-se efeitos terapêuticos múltiplos sobre diversos
componentes do aparelho mastigador. Os danos causados aos portadores desta parafunção severa
poderão ser amenizados ou evitados, estabelecendo medidas terapêuticas adequada, promovendo uma
melhor qualidade de vida, uma vez que o tratamento definitivo ainda não foi totalmente elucidado.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. DEKON, S. F. C; PELLIZZER, E. P, et al. Reabilitação oral em paciente portador de parafunção severa.
Revista Odontológica de Araçatuba, Jan/ Jul.2003, v. 24, n.1, p.54-59.
2. DINIZ, M. B; SILVA, R. C. Bruxismo na infância: um sinal de alerta para odontopediatras. Artigo publicado
na revista Paul Pediatr. Mar. 2009, v.27, n.3, p.329-334.
3. GIMENES, M. C. M. Bruxismo aspectos clínicos e tratamentos. Artigo publicado na Jan. 2008. Disponível
em htt://WWW.portaleducação.com. br/odontologia/artigos/2008/bruxismo aspectos clínicos.Acesso
em 22/04/2012.
4. GONÇALVES, L. P. V; TOLEDO, O. A. et al. Relações entre bruxismo, fatores oclusais e hábitos locais.
Artigo publicado na revista Dental Press J. Orthod, Mar. 2010, v.15, n.2, p.97-104.
5. MACEDO, C. R. Bruxismo do sono. Revista Dental PressOrtodonOrtop Facial, Mar/Abr, 2008, v, 13,
n. 2, p. 18-22.
6. OLIVEIRA, M. E.; CARMO, M. R. C. Placa de mordida interoclusal para tratamento de bruxismo. Revista
do CROMG, 2000. v. 7, n. 3, p. 183-186.
7. PRIMO, P. P.; MIURA, C. S. N.; BOLETA-CERANTO, D. C. F. Considerações fisiopatologias sobre bruxismo.
Revista Ciência Saúde. UNIPAR,Umuarama, set./dez. 2009.v. 13, n. 3, p. 263-266.
8. SILVA, N. R. S; CASTISANO, M. H. Bruxismo etiologia e tratamento. Revista Brasileira de odontologia,
Jul/Dez. 2009, v, 66, n. 2, p. 223-226.
9. ZENARI, M. S; BITAR, M. L. Fatores associados ao bruxismo em crianças de 4 a 6 anos. Revista de Atualização
científica, Out/Dez. 2010, v.22, n.4, p. 465-472.

Escultura dental do canino

Você sabia que os alunos de odontologia esculpem dentes?  Sim, eles fazem isso.
Como o foco do blog é o grupo dos caninos selecionei esse vídeo que mostra o passo a passo da escultura de um canino.





Bruxismo - vídeo explicativo


Bruxismo - placa de mordida



A Placa de Mordida ou Placa Miorrelaxante é um aparelho em acrílico ou silicone, colocado nos dentes para protege-los do desgaste causado pelo bruxismo, aliviar as articulações temporo-mandibulares (ATM)da força exercida durante o ranger dos dentes, e a de induzir o relaxamento da musculatura.

Este tratamento começa ao confeccionar uma placa para o paciente, para tanto molda-se a boca do paciente e envia o molde para um laboratório especializado, onde o protético confeccionará a placa em acrílico ou silicone. Quando a placa fica pronta é necessário um retorno ao dentista para receber algumas instruções.
A placa de silicone é mais confortável, porém é menos efetiva, seus efeitos menos controláveis e, por serem mais porosas, retêm mais bactérias e podem causar mau cheiro. Portanto a placa de acrílico é a mais indicada na maioria dos casos.
Para conservar a placa é preciso uma higienização dela ( na parte da manhã deve ser limpa com escova macia e sabonete ou pasta dental, e mantida dentro de um recipiente apropriado com algodão umedecido).

QUAL É O RISCO DE NÃO REALIZAR O TRATAMENTO?

As dores de cabeça tensionais são comuns nos portadores de bruxismo. Elas surgem por contração excessiva dos músculos da mastigação, podendo atingir rosto, pescoço, ouvido e até ombros. O período crítico é pela manhã (se a contração predominar à noite) ou de tarde (se predominar de dia).
Outro problema decorrente do bruxismo é dor da articulação da mandíbula. Esta também pode sofrer estalos, travamento, restringir a abertura da boca e desviar para o lado ao abrir e fechar. Também é frequente a dor e o desgaste dos dentes. A dor é pior pela manhã e o desgaste pode chegar à gengiva. Em dentes mais frágeis, sejam eles cariados ou tratados, o ranger pode provocar a quebra.
A placa de mordida deverá ser substituída em caso de danos (se ela amarelar, furar, quebrar...), caso seu tempo de uso ultrapasse 6 meses, ou conforme a mudança na oclusão do paciente.
Uma vez diagnosticado e constatado que a dor de cabeça do paciente é de origem muscular ou articular é necessário o uso da placa de mordida assim como acompanhamento fisioterápico e em alguns casos o uso de fármacos.


  • Fonte:http://conquistodontologia.com.br/placa-de-mordida/
https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwis9f-erO7TAhUFIZAKHee1ALAQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fpatriciazeferino.com.br%2Fdentista-campinas%2Fartigos-dentista-campinas-odontologia-implante-dentario%2Fartigos%2Fbruxismo-o-que-fazer&psig=AFQjCNGzHahGhLTdDwV0kWdJSr2mVKLUoQ&ust=1494815608035118

BRUXISMO


O que é Bruxismo?
O bruxismo é o rangido ou cerramento dos dentes. Para saber se a pessoa tem bruxismo ou não é necessário identificar os sintomas.  Uma pessoa que frequentemente sente dores de cabeça, dor nos músculos da mandíbula ao acordar, dor por um período prolongado nos músculos da face, inchaço ocasional na mandíbula devido ao apertar dos dentes, estalo ou clique quando você mexe a articulação temporomandibular( abrir ou fechar a boca), contrações rítmicas dos músculos da mandíbula, músculos da mandíbula apertados ou doloridos, ou ranger de dentes emitindo sons, assim como dentes danificados ou restaurações dentárias quebradas e gengiva ferida, provavelmente sofre de bruxismo, portanto deve procurar um dentista com urgência.
 O bruxismo pode fazer os dentes ficarem doloridos ou soltos, e, às vezes, partes dos dentes são literalmente desgastados.Com o decorrer do tempo o bruxismo pode acarretar a destruição do osso e  da gengiva, assim como problemas que envolvam a articulação da mandíbula - como síndrome da articulação têmporo-mandibular (ATM).

Como saber se tenho bruxismo?
A grande maioria das pessoas que sofre com o bruxismo são sintomáticas, por isso ao procurar um cirurgião dentista e relatar os sintomas citados anteriormente o dentista inicia o tratamento para o bruxismo.  Algumas pessoas tem o habito inconsciente de ranger os dentes, portanto não percebem que estão fazendo isto, até que alguém comente que elas fazem um horrível som de ranger de dentes enquanto estão dormindo. Enquanto para outras é necessário realizar um exame dental rotineiro para descobrir que seus dentes estão desgastados ou o esmalte de seu dente está rachado, e só então descobrir que sofre de bruxismo.


Como tratar o bruxismo?

Para definir uma linha de tratamento para o bruxismo é necessário descobrir a causa deste. Ao fazer perguntas apropriadas e examinar detalhadamente os dentes, o dentista pode descobrir a fonte potencial do bruxismo.Baseando-se no grau dos danos causados aos dentes e a sua causa provável, o dentista poderá sugerir: 

  • O uso de um dispositivo quando dormir: um dispositivo feito sob medida pelo dentista e ajustado aos dentes do paciente, encaixa-se sobre os dentes superiores e os protege de se triturarem com os dentes inferiores.
  • Encontrando meios de relaxamento: a tensão é uma das principais causas do bruxismo, portanto aliviar esta tensão diária alivia os músculos faciais e diminui o bruxismo. Procurar alguma terapia auxiliará no aprendizado de meios eficazes de controlar situações estressantes, ter algum Hobbies, ouvir musica, praticar esporte, ler algum livro,são maniras de se aliviar a tensão acumulada. De modo imediato ao aplicar uma toalhinha morna e molhada nas laterais da face ajuda a relaxar os músculos doloridos devido à pressão exercida.
  • Reduzindo a "exposição" de um ou mais dentes para igualar sua mordida: uma má oclusão comumente pode causar o bruxismo, pois os dentes não se ajustam bem, causando o ranger e o desgaste.

Prevenção: 

Se o seu bruxismo estiver relacionado ao estresse, terapia e técnicas de relaxamento podem ajudar. Evite também estimulantes, como tabaco e cafeína.

Caninos

Há diferenças morfológicas entre os caninos superiores e os inferiores.
Os caninos estão localizados na porção anterior do arco dental, após os incisivos laterais; São os dentes mais resistentes e longos. O grupo dos caninos é composto por quatro dentes, dois em cada arco, um em cada hemiarco.
Os caninos situam-se à distal do incisivo lateral. e juntamente com os incisivos constituem o GRUPO DOS DENTES ANTERIORES.

  •  Longos, com raiz longa e volumosos;
  • Aspecto de força e robustez;
  • Coloração ligeiramente mais amarelado que os incisivos;
  •  Formato de lança. 

  • Função: Dilacerar os alimentos mais fibrosos e resistentes, que necessitam de maior força mastigatória para cortá-los.

CANINOS SUPERIORES (13 OU 23)

Face Vestibular:
  • Formato lanceolado pentagonal, bastante convexa;
  • Presença de 03 planos ou lobos, aspecto trilobado;
Mesial: mais curta e mais reta;
Mediano ou central: correspondente a ponta da cúspide, mais volumoso, em forma de crista (crista vestibular);
Distal: maior e mais arredondado.
Borda distal mais baixa e arredondada;
Borda mesial mais alta e plana;
Bossa nítida e volumosa no terço cervical;
Borda incisal em formato de V;
Presença de sulcos de desenvolvimento.

Face Lingual:

  • Mais estreita que a face vestibular;
  • Cíngulo volumoso, robusto;
  • Cristas marginais bem desenvolvidas;
  •  Presença da crista lingual mediana que divide a fossa lingual;
  •  Fossa rasa.
Face Proximal (ou de contato):
  • Volumoso no sentido vestíbulo-lingual;
  • Maior convexidade no terço incisal;
  • Aspecto triangular;
  • Face distal é menor e mais arredondada;
  • Face mesial mais reta e maior.

Raiz:

  • Volumosa;
  • Muito longa (eminência canina na maxila);
  • Cônica;
  • Maior raiz dentária.

CANINOS INFERIORES (33 OU 43)


Face Vestibular:
  •  Convexa em todos os sentidos;
  •  Apresenta forma de um retângulo;
  •  Acentuada inclinação para a lingual;
  •  Apresenta 3 planos de maneira bem suave;
  •  Não apresenta crista vestibular evidente;
  •  Sulcos de desenvolvimento menos marcados.
  •  Borda mesial mais retilíneas e alta que a borda distal;
  •  Desgaste mesial menor;
  • Desgaste distal maior e mais inclinado.
Face Lingual:
  • Forma retangular;
  • Discretamente menor que a face vestibular;
  • Cíngulo, crista e fossa levemente marcados;
  • Não apresenta crista lingual;
  • Buraco (forame) cego ausente.
Face Proximal (ou de contato):
  • Face mesial mais plana;
  • Face distal mais plana (quando comparada com os caninos superiores) e detalhes bem menos acentuados;
  • Menos convexa.
Raiz:
  •  Achatada e menos volumosa;
  • Sulcos mésio-distais evidentes.



Nesse vídeo fica mais fácil compreender estas estruturas :




Características anatômicas comuns a todos os dentes

Características anatômicas comuns a todos os dentes

  •  Faces Curvas
´São as faces da coroa de um dente sempre curvas (na maioria convexa).
  •  Face vestibular maior que a lingual
A face vestibular possui dimensões maiores que a face lingual.
´ Convergência das faces de contato para lingual.
´ Única exceção: - Dentição permanente 1º molar superior
- Dentição decídua 2º molar superior.
- Tamanho da face lingual predomina sobre a vestibular.
  •  Face mesial maior que a distal
A face mesial possui dimensões maiores que a face distal.
´ Convergência das faces livres para a distal.
´ Face mesial mais alta que a face distal.
´ O incisivo inferior (coroa simétrica), não possui esta característica com exuberância.
  •  Face mesial plana e reta e face distal convexa e curva

A face distal mais convexa, mais abaulada.
´ Devido o abaulamento, a distal torna-se mais inclinada (mais evidente em incisivos, caninos e molares vista por vestibular).
´ Face mesial plana e reta.
  •  Linha cervical

´ Todos os dentes, a curvatura da linha cervical é mais acentuada no lado mesial do que no lado distal.
´ Incisivo inferior possui a linha cervical mais encurvada (curva bem fechada, em forma de “v”).
´ A maior curvatura da linha cervical dos dentes anteriores está relacionada com o suporte ósseo.
  •  Inclinação da face vestibular na direção lingual

´ A face vestibular se inclina para o lado lingual.
´ A face lingual inclina para o lado vestibular.
´ A face vestibular é a que mais se inclina em relação ao eixo do dente (mais nos inferiores do que nos superiores).
´ Pré-molares e molares mostram mais essa inclinação.
´ A maior proeminência vestibular fica restrita ao terço cervical (BOSSA vestibular).

´ Na face lingual de incisivos e caninos a maior proeminência situa no terço cervical, devido a localização do cíngulo.
´ Dentes posteriores, a proeminência situa-se no terço médio ou entre os terços médio e cervical.
  •  Lobos de desenvolvimento

´ Segmentos nas faces vestibulares, delimitadas pelo sulco de desenvolvimento.
´ Os dentes possuem quatro lobos, exceto o 1º molar inferior, (e as vezes o 2º pré-molar inferior) que possui cinco.
  •  Desvio distal da raiz

´ Deslocamento do eixo longitudinal da raiz em relação ao eixo da coroa.
´ Menor desvio: raiz do incisivo central inferior e na raiz lingual dos molares superiores.
´ O desvio distal da raiz – posição distalizada da artéria nutridora do dente durante sua formação.
  •  Variações anatômicas
´ Aspectos diferentes: Cor, tamanho, contorno, forma e estrutura.
´ Aparecimento de: 
- tubérculo extra
- cúspide a mais ou a menos
- raiz supranumerária
As variações anatômicas não atrapalham o funcionamento dos dentes.
´ Dentes mais afetados por variações:
- 3º molar
- Incisivo lateral superior (dente conóide)
- 2º molar superior

Estruturas Anatômicas Gerais – Acidentes Anatômicos


  • Elementos arquitetônicos da coroa : elevações e depressões 
  • Fossa:- Depressão na face lingual ou palatia, delimitada pelo cíngulo, borda incisal e cristas marginais.
  • Cíngulo:Saliência arredondada (esmalte) no terço cervical da face lingual de incisivos e caninos.
  • Cúspide:Estrutura com formato piramidal, consideradas unidades funcionais dos dentes posteriores.


  • Crista Marginal:Eminência linear encontrada nas bordas mesial e distal da face lingual de incisivos e caninos. E nas bordas mesial e distal da face oclusal de pré-molares e molares.
  • Ponte de esmalte: Saliência de esmalte que une cúspides, interrompendo um sulco principal.
  • Tubérculo: Saliência menor que a cúspide, sem forma definida.- Tubérculo de Carabelli do 1º molar superior.- Tubérculo Molar do 1º molar inferior decíduo.- Com menor frequência na face oclusal de 3º molar.
  • Bossa:
- Elevação arredondada, localizada no terço cervical dos dentes anteriores e posteriores.- Face vestibular no terço cervical .- Face lingual entre os terços cervical e médio de pré-molares e pré-molares.- Face de contato de alguns dentes.

  • Sulco principal:- Depressão linear aguda, estreita, que separa as cúspides uma das outras.
    - São profundos e bem delineados.- Resistem à abrasão mecânica

    • Sulco secundário:- Pequeno e pouco profundo.- Estão situados sobre as cúspides.- Importante no escoamento dos alimentos depois de triturados.
    • Fossetas:- Também denominada FÓSSULAS.- Depressões encontradas na terminação do sulco principal ou no cruzamento de dois deles.

    Fonte:
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwik6f32-O3TAhUDO5AKHX18AI0QjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fprofissaodentista.com%2F2017%2F01%2F08%2Fcaracteristicas-dentais%2F&psig=AFQjCNGEdcYpqozmeudpOb1jHPWAA9F-Pg&ust=1494801779330649
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjogKjZ-u3TAhWDI5AKHSMICkIQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fesculturadental.blogspot.com%2Fsearch%2Flabel%2FPremolares&psig=AFQjCNEgKqwyaUP7K7b-BW41fCYGtdvJcg&ust=1494802277193970
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjC47qZ--3TAhWGHZAKHSVTBCAQjRwIBw&url=https%3A%2F%2Fpt.slideshare.net%2Fprofguilhermeterra%2Freviso-anatmica-dental&psig=AFQjCNGXBFjNzGqZGq-kbZvoVmgC-Ra0bA&ust=1494802444507491
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjfmdmD_O3TAhXIx5AKHTpLARIQjRwIBw&url=https%3A%2F%2Fpt.slideshare.net%2Fprofguilhermeterra%2Freviso-anatmica-dental&psig=AFQjCNFiklJ-8bA330pFJh1wohCIQjK4WQ&ust=1494802667591353
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjrxYPV_O3TAhUGlZAKHbezCvYQjRwIBw&url=https%3A%2F%2Fwww.ict.unesp.br%2Fdisciplina%2Fanatomia%2Fdentes%2Ftuberculo.htm&psig=AFQjCNE2eTo9YLsxZ2YUAW99TVSF9OnqyA&ust=1494802838256844
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiSxI3O_e3TAhXFkJAKHdyTClsQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fprofissaodentista.com%2F2017%2F01%2F08%2Fcaracteristicas-dentais%2F&psig=AFQjCNH_yritCNDa1P1IUL3d-HthtCVEZw&ust=1494803088470255
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVyZGs_u3TAhWGD5AKHSE9ABEQjRwIBw&url=https%3A%2F%2Fwww.ict.unesp.br%2Fdisciplina%2Fanatomia%2Fdentes%2Fsulco_principal.htm&psig=AFQjCNHkGh-9If7O7m7uM0ZBpngxDJMGnw&ust=1494803217308785
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwi5iKaz_-3TAhUDhJAKHYThDpoQjRwIBw&url=https%3A%2F%2Fpt.slideshare.net%2Fcaiqueacm%2Fmolares-inferiores-caique-a-siqueira-anatomia-dental&psig=AFQjCNHMmPnbRC5Nt6k-L6bh3b-lVonxFA&ust=1494803572211197
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiJy-zzgO7TAhXCIJAKHeaGAOoQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fdocslide.com.br%2Fdocuments%2Fmolares-inferiores-caique-a-siqueira-anatomia-dental.html&psig=AFQjCNHf7AX5Wupm-bhbIITLCp_WNa5AXg&ust=1494803858773897

    Identificação das Faces dos Dentes e Estruturas Anatômicas Gerais



    O limite divisório entre a coroa e a raiz é chamado de linha do colo anatômico, essa linha corresponde a região cervical dos dentes.
    Cada lado de um dente é chamado de FACE, portanto temos as faces: 
    • Faces livres - VESTIBULAR (voltado para os lábios),PALATINA OU LINGUAL (voltado para a língua)
    • Faces proximais -MESIAL(face voltada para a linha media), DISTAL(face mais distal da linha media).
    •  Borda incisal: Apesar de não ser uma face, é uma característica importante dos dentes anteriores.Formada pelo encontro das faces vestibular e lingual destes dentes.
    • Face oclusal: Face dos dentes posteriores voltada para o arco antagonista.


    DIVISÃO DA COROA EM TERÇOS – PLANOS DE ORIENTAÇÃO

     PLANO HORIZONTAL – Cortam a coroa do dente horizontalmente.
     PLANO VERTICAL – Cortam a coroa do dente verticalmente.

    SENTIDO HORIZONTAL
    A face vestibular ou lingual
    Terços: - Mesial
    - Médio
    - Distal
    SENTIDO VERTICAL
    A face vestibular ou lingual
    Terços: - Oclusal ou Incisal
    - Médio
    - Cervical
    SENTIDO HORIZONTAL
    Face Proximal
    Terços: - Vestibular
    - Médio
    - Lingual
    SENTIDO VERTICAL
    Face Proximal
    Terços: - Oclusal ou Incisal
    - Médio
    - Cervical






    Fontes:
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjkut6m7-3TAhXFE5AKHRnDCm8QjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fanatoodonto.blogspot.com%2F2015%2F05%2Fanatomia-dental.html&psig=AFQjCNF4pA23A5l1F2lJdMS0g8rMvdN_KQ&ust=1494799238329251
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwi3oIWV8e3TAhVGEpAKHcJvABUQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.hs-menezes.com.br%2Fanatomia_6.html&psig=AFQjCNHWEh4w_03BmlV-UxA_jrh4CWN8dQ&ust=1494799751501032
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwits7OQ8-3TAhVMHJAKHb8HAnYQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.hs-menezes.com.br%2Fanatomia_6.html&psig=AFQjCNGruazyecC0IVpht_69LewnktnWbQ&ust=1494800260893153
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiEj5C98-3TAhUFlZAKHaoMC8MQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Facpupe.blogspot.com%2F2011%2F04%2Fgeneralidade-sobre-dentes.html&psig=AFQjCNGruazyecC0IVpht_69LewnktnWbQ&ust=1494800260893153
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiEpe6B9u3TAhUFx5AKHR84A_cQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fodontologiadesucesso.tumblr.com%2Fpost%2F114325787305%2Fintrodu%25C3%25A7%25C3%25A3o-a-anatomia-dental&psig=AFQjCNHI6EGQNMlo5N1z6kyLKxYzXP6Grg&ust=1494801048240481

    Cronologia de Erupção – Dentes Decíduos e Permanentes


    O crescimento e o desenvolvimento, variam de indivíduo para indivíduo, dependente de sua genética e outros fatores.

    DENTIÇÃO DECÍDUA

    ´ Dentes provisórios
    ´ Dentes de leite (devido a cor mais branca)
    ´ 10 dentes na arcada superior
    ´ 10 dentes na arcada inferior
    • Incisivo Central;Incisivo Lateral;Canino;Primeiro Molar;Segundo Molar;

    Dentição Permanente:

    ´ 16 dentes na arcada superior
    ´ 16 dentes na arcada inferior

    •  Incisivo Central;Incisivo Lateral;Canino;Primeiro Pré-molar;Segundo Pré-molar;Primeiro Molar;Segundo Molar;Terceiro Molar;






    fonte:
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwill-z66e3TAhWFxpAKHXpOBKAQjRwIBw&url=https%3A%2F%2Fclinstateraodontologia.wordpress.com%2F2011%2F08%2F24%2Fcronologia-da-erupcao-dentaria%2F&psig=AFQjCNE0jL3zuYInFviBO0_IiosVnb9Q_A&ust=1494797768869581
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiJr5e97O3TAhUFjpAKHdiyACgQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fdiariodebiologia.com%2F2015%2F02%2Fincrivel-veja-como-e-a-denticao-de-uma-crianca-antes-de-perder-os-dentes-de-leite%2F&psig=AFQjCNG34rBpvUdObEcMnSHfGtysHYX07w&ust=1494798362814275
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjEscP87O3TAhWCipAKHVuFDAcQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.clinicavillavita.com.br%2F2015%2F11%2F1534.html&psig=AFQjCNGQFiWFs8klmoI6LxKnwQ6dXXnF5Q&ust=1494798626386476


    Nomenclatura dos dentes

    Nomenclatura 






    NOTAÇÃO DENTÁRIA

    Notação Dentária:representa os dentes de cada hemiarco através de uma numeração.A notação dentaria é empregada para se representar os números de dentes existentes em cada espécie animal de uma maneira gráfica resumida;
    Nela usamos o traço vertical para representar a linha mediana; o traço horizontal que representa a linha oclusal; Os dentes de cada hemiarco, numerados de 1 a 8, ficam divididos em
    quatro séries pelos dois traços que se cruzam perpendicularmente;Os números encontrados acima do traço correspondem aos dentes SUPERIORES, os que estão abaixo, correspondem aos INFERIORES; Assim como os que estão à esquerda da linha mediana, ESQUERDOS, e os
    que estão à direita, DIREITOS;

    Os quadrantes são quatro, sendo :1, 2, 3 e 4 para os dentes permanentes; e 5, 6, 7 e 8 para dentes decíduos.

    Dessa forma a notação dentaria é dada através de dois algarismos romanos, sendo o primeiro o numero do quadrante e o segundo o numero do dente.


    1- Incisivo Central
    2- Incisivo Lateral
    3- Canino
    4- Primeiro Pré-molar
    5- Segundo Pré-molar
    6- Primeiro Molar
    7- Segundo Molar
    8- Terceiro Molar






    Fontes:
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjPvrno3u3TAhWMkpAKHSGZDXAQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.hs-menezes.com.br%2Fanatomia_6.html&psig=AFQjCNEuq73HEz1yK-kH3N55D6AIhh9oNw&ust=1494794810522641
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwii4peT4O3TAhWBG5AKHVkYA1cQjRwIBw&url=https%3A%2F%2Fpt.slideshare.net%2Fprofguilhermeterra%2Freviso-anatmica-dental&psig=AFQjCNFxOS-sPtyfOGVWJqPvVDlzSK6t3g&ust=1494795165178545
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiY2rSU4e3TAhUGIpAKHTZoDFIQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fdiariodeumaprotetica.blogspot.com%2F2011%2F08%2Fnotacao-dentaria.html&psig=AFQjCNH0h1G9rzdJytYjItaxcExMzo5jOw&ust=1494795456457275

    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjihfLR4e3TAhWKqZAKHVrbDZ0QjRwIBw&url=http%3A%2F%2Funiversoestudantesodonto.blogspot.com%2F2012%2F12%2Fformula-dentaria-como-vimos-o-numero.html&psig=AFQjCNGk1NX_ofJ2H_Fp9Vpt7GMPqrhw3Q&ust=1494795575647379

    Oclusão videos didaticos